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Parati e Trindade debaixo de muita chuva!

admin | 8 de março de 2008

Parati

A ida para Parati foi debaixo de muita chuva e a Usina Nuclear de Angra dos Reis na praia de Itaorna desta vez parecia muito mais obscura do que normalmente é. Não conseguimos chegar a Ilha Grande (mas segue um texto) e a estada em Parati e Trindade em pleno feriado de Finados foi caótica… Apesar de tudo Parati continua charmosa e Trindade ainda conserva certo ar selvagem envolta por toda aquela luxuriante Mata Atlântica.

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Cidade do Rio de Janeiro: é Sol, é Céu é Mar!

admin | 6 de março de 2008

Rio de Janeiro

Impossível desvincular a imagem do Rio de Janeiro do Mar. Está no inconsciente coletivo do brasileiro e talvez do mundo… Procure ouvir Rio, de Roberto Menescal/Ronaldo Boscoli lançado em 1963 na voz de Lúcio Alves no auge da Bossa Nova. Tal e qual fizemos em Vitória optamos por conversar com pessoas dos mais diferentes seguimentos para falar sobre o Mar do Rio de Janeiro. Na UFRJ, onde fiz meu curso de Geografia, reencontrei minha mestra em Hidrologia, Ana Luíza Netto. Hoje é uma das pessoas que mais entende de encostas no Grande Rio e virou uma espécie de porta voz contra o desmatamento e a utilização indevida destas áreas tão críticas. Ainda na Ilha do Fundão fomos conversar com Norberto Noschang, Gerente de Comunicação do CENPES (Centro de Pesquisas e Desenvolvimento). Norberto nos falou de toda a produção científica que a PETROBRAS vem desenvolvendo ao longo destes anos, especialmente aquelas que levam em consideração os cuidados com o Mar.

Canário, Rico e Sérgio

Bom surfista que é nos apresentou o Rico, lembra? Um dos primeiros surfistas brasileiros Rico hoje comanda a Rico Promoções Esportivas, na Barra a Tijuca. E por falar em Barra não poderíamos deixar de conversar com o Alfredo Lopes, presidente da ABIH – RJ e empreendedor do ramo imobiliário, setor normalmente bastante criticado por ambientalistas. Alfredo mencionou o fato de que apesar de fazerem tudo dentro das regras, cumprindo uma série de normas ambientais, determinados condomínios recebem seus imóveis com todos os dispositivos antipoluentes mas para baratear custos preferem desativá-los e lançar estes poluentes (esgotos) nas lagoas da região! Inacreditável!!!

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Saquarema e um pouco de geomorfologia costeira…

admin | 4 de março de 2008

Pouca gente pode imaginar que a apenas 100 km do belo e agitado Rio de Janeiro podemos encontrar uma cidadezinha tão pacata como Saquarema.
De aspecto interiorano, tem na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré (1630), a padroeira da colônia de pescadores locais, o seu cartão postal.
Construída no alto de uma rocha à beira-mar, este mirante natural nos permite contemplar a Lagoa de Saquarema ao norte; a leste e a oeste as praias de Itaúnas e da Vila, respectivamente, e ao sul um imenso oceano que estoura as suas ondas violentas nas rochas, abrandado somente pela paz que emana da igrejinha lá do alto, que assiste ao espetáculo impassível.
Este acidente geográfico (costões rochosos) é o local privilegiado (estratégico) para entendermos um pouco a natureza de Saquarema e região.
Olhando o litoral (tanto a leste como a oeste) do alto do morro quase que o perdemos de vista. A oeste, uma única praia que recebe vários nomes (Vila, Saquarema e Jaconé) e vai até Ponta Negra (20km).
As praias têm areias brancas. São finas na parte superior e grossas onde estouram ondas fortíssimas neste mar aberto. A leste, a mesma paisagem, sendo que a distância da praia duplica, 40km, formando a majestosa Restinga de Massambaba.
Este mar aberto e impetuoso (grandes ondas) foi responsável pelas características quase que perfeitas para a prática do surf na região, principalmente nas proximidades das rochas, onde as ondas tomam forma e constância. A existência dessas ondas foi o principal motivo que fez de Saquarema “a capital do surf brasileiro”. Desde a década de 70 campeonatos nacionais e internacionais são ali disputados, o que torna a pacata Saquarema um pouco mais agitada nestes dias.
Olhando a imensidão desse litoral a impressão que temos é de que tudo sempre foi assim, do jeito que vemos agora. Mas a natureza na sua longa e paciente obra teve e continua a ter um longo trabalho para que as coisas chegassem a este estágio.
Quando os continentes se formaram há milhões de anos atrás, resultado da divisão de um único e grande continente chamado Pangea, o afastamento do continente africano do americano originou o Oceano Atlântico e a Serra do Mar.
Durante estes milhões de anos a Serra do Mar sofreu um processo incessante de erosão (desgaste) de suas rochas e esse material foi sendo transportado pelas chuvas, ventos e rios para as áreas mais baixas formando assim o que denominamos de planície costeira.
As planícies costeiras podem ter áreas com características diversas formando então ecossistemas tais como: praias, restingas, dunas, manguezais, lagoas, etc. No caso de Saquarema dois desses ecossistemas destacam-se: as restingas e as lagunas.
Observando uma foto de satélite, ou mesmo um mapa comum, percebemos que a região que vai de Saquarema até Cabo Frio é dominada tanto pela Lagoa de Araruama como pela Restinga de Massambaba. A origem das duas está intimamente relacionada.
Há milhares de anos atrás a Restinga de Massambaba, que separa Saquarema de Arraial do Cabo, como também onde é hoje a Praia do Foguete em Cabo Frio, não existiam. O mar, portanto, avançava suas ondas até onde hoje estão as cidades de Araruama, Iguaba Grande e Pequena e São Pedro da Aldeia, localizadas no fundo da Lagoa de Araruama.
Três pontos foram fundamentais para a formação da Restinga de Massambaba e da Praia do Foguete. As formações rochosas de Cabo Frio, Arraial do Cabo (Pontal do Atalaia) e Saquarema.
As correntes marítimas, ajudadas pelos ventos, aproveitaram-se destas “bases rochosas” e durante milhares de anos depositaram ali as areias do fundo do mar que ao interligarem-se formaram então as restingas. As variações do nível do mar contribuíram também para isso.
Estas restingas foram, aos poucos, isolando aqueles antigos braços de mar e formaram a imensa lagoa de Araruama como também a lagoa de Saquarema. Basta lembrar que em tupi-guarani Saquarema significa “lagoa sem concha”, talvez uma comparação que estes indígenas faziam com a lagoa de Araruama, plena de conchas em alguns trechos.
Estas lagoas de águas transparentes apresentam altíssimo grau de salinidade o que permite boiar com muita facilidade. São muito procuradas também para esportes a vela já que o vento ali é quase constante.
Foram as restingas, com praias e lagoas, que criaram o que hoje denominamos de “região dos lagos fluminenses”, onde além do lazer, a indústria salineira, apesar do declínio que vem sofrendo, ainda faz parte da paisagem.
As restingas, apesar do solo arenoso, estão sendo cada dia mais destruídas pela especulação imobiliária. Basta lembrar que os bairros de Capacabana, Ipanema e Leblon, na cidade do Rio de Janeiro, estão localizados em área de restinga.
Mas se você quiser fazer uma bela caminhada e conhecer uma das mais belas restingas da litoral brasileiro, aconselhamos o trecho que vai da localidade de Figueira (a 30 km de carro por estrada de terra batida a leste de Saquarema) até Arraial do Cabo.
Ali você estará no trecho mais estreito da restinga e há possibilidade de observar tanto o mar como a lagoa.
A caminhada para Arraial do Cabo em principio é feita em praia inclinada e com areia fofa (o que dificulta a caminhada) mas aos poucos a praia fica plana, a areia batida e começamos a entrar num outro mundo, os das imensas dunas brancas e das águas frias e transparentes de Arraial do Cabo.

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Saquarema do surf, do rock e Nossa Senhora de Nazaré!

admin | 3 de março de 2008

Saquarema

Ao contrário de Bacaxá, que praticamente virou “um bairro da Baixada Fluminense” em Saquarema nos sentimos ainda fora de toda pressão da urbanidade do Rio de Janeiro. A cidade tem na Igreja de Nossa Senhora de Nazaré (1630) a sua maior referência. Localizada no alto de uma rocha à beira mar tem um cemitério que longe de mórbido traz uma paz intensa. Dali do alto temos uma visão completa da já bastante poluída Lagoa de Saquarema ao norte, do imenso oceano ao sul e das praias da Vila a oeste e Itaúnas a leste.

Mica

Saquarema sempre foi sinônimo de surf e ali conversamos com o Mica, nativo e hoje surfista profissional. Concordou com o Alexandre de Búzios dizendo que também ali já não sobem grandes e boas ondas como antes. Depois de 10 anos voltamos a encontrar com o nosso ídolo Serguei.

Serguei

Aos 74 anos de idade o roqueiro (e chega desta história de lenda viva do rock!) esta a todo vapor e nos impressiona pela energia e determinação com que dirige o Templo do Rock (Avenida Vilamar s/n Itaúna – Saquarema – RJ, CEP: 28990-000 e fone: 22-26518134) que fica (e é!) sua bela e confortabilíssima própria casa. Já que Serguei é uma estrela nada como uma boa fofoca: no dia que fomos visitá-lo o roqueiro estava escutando um jazz, da melhor qualidade, como tudo que faz… Para concluir: Serguei está para Saquarema assim como Bardot para Búzios!

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Cabo Frio e Arraial do Cabo: sal e sol!

admin | 1 de março de 2008

Cabo Frio pode ser considerada a “capital” da região dos lagos fluminense, tanto pela sua infra-estrutura como pelas suas belezas naturais.
Além de Cabo Frio uma outra cidade bem próxima ajuda a completar este cenário de rara beleza. É Arraial do Cabo, uma antiga aldeia de pescadores cercada de natureza por todos os lados.
Na região encontramos ecossistemas (praias, restingas, dunas, ilhas, costões rochosos e lagoas), paisagens criadas pelo homem (salinas e sambaquis) como também o curioso fenômeno da ressurgência.
Os costões rochosos onde estão localizados Cabo Frio e Arraial do Cabo (Pontal do Atalaia) foram os pontos aglutinadores para que as correntes marinhas e os ventos fossem depositando ao longo desses milhares de anos areias que viriam a formar o que hoje chamamos de Praia do Forte, Dunas e Foguete.
As ilhas, como a de Cabo Frio, dos Porcos, Papagaio, Comprida, Pargos, entre outras, nada mais são do que picos rochosos de antigas montanhas que com o movimento de transgressão (subida) do mar foram submergidas deixando à monstra na superfície estas ilhas.
A região é bem conhecida pelas suas águas verdes – azuis transparentes, o que pode ser explicado por três motivos:
1) observando no mapa percebemos que desde a Baia de Guanabara até Barra de São João (Rio – São João) não encontramos nenhum grande rio que deságüe nessas praias. Isto significa que pouco sedimento (barro) é transportado para o fundo do mar, fazendo com que as águas da região fiquem mais claras.
2) a região é basicamente composta por rocha cristalina cuja decomposição forma areia, ou seja, estas tornam as águas bem menos turvas que o barro.
3) O mar na região é bem mais profundo tornando a possibilidade desses sedimentos serem removidos e de escurecer menos as águas.
Mas as águas verde-azuis são bastante conhecidas também por uma característica que para alguns não é tão agradável. O frio!
Um fenômeno natural chamado de ressurgência ocorre na costa de Cabo Frio e Arraial do Cabo. São águas frias que vem das profundezas do oceano até a superfície. São ricas em nutrientes e extremamente importantes para o crescimento de organismos marinhos, principalmente os peixes. A existência das águas frias nesta região faz com que ocorra um grande número de espécies marinhas.
Mas, Arraial do Cabo, que sempre foi conhecida como uma produtiva vila de pescadores tem visto o seu peixe desaparecer. A responsabilidade é por conta da pesca predatória praticada por barcos industriais a menos de três milhas da costa (área de pesca artesanal).
Por este motivo foi criada a RESEX (reserva extrativista) de pesca artesanal marinha de Arraial do Cabo. O objetivo principal e proteger os pescadores artesanais e combater a pesca predatória dentro dos limites da RESEX.
Com a RESEX espera-se preservar a população tradicional de pescadores locais como também a qualidade de vida destes pescadores e de suas famílias.
As águas frias são responsáveis também (indiretamente) por um fenômeno humano muito peculiar a esta região que são as salinas.
Verificando no mapa, observamos que a ligação entre Cabo Frio e Arraial do Cabo é feita por uma “restinga” bem mais larga do que aquela que liga Arraial do Cabo a Saquarema (Massambaba). Ali, estão localizadas as maiores salinas da região.
Ora, as salinas necessitam de pelo menos quatro fatores para que elas ocorram (se instalem): 1) águas rasas e abrigadas; 2) alta temperatura; 3) pouca chuva; 4) ventos constantes.
A região é perfeita para isso já que a Lagoa de Araruama é muito rasa e obviamente abrigada do mar pela restinga.
As três outras condições estão praticamente interligadas. Como sabemos, o vento é o ar em movimento, e ele sopra sempre das AP (altas pressões) – frio para as BP (baixas pressões) – quente. Sendo assim a diferença de temperatura do mar (frio) para o continente (quente) provoca na região ventos fortes e constantes (nordeste) que ajudam na evaporação das salinas. A região tem um índice pluviométrico muito baixo que também favorece as salinas, já que o excesso de chuva atrapalha a produção do sal.
Mas, as belas e poéticas paisagens das salinas, com seus cercados, cataventos e montanhas de sal estão por desaparecer da região já que o setor está em crise e não pode competir com a especulação imobiliária.
Um outro fenômeno natural de grande beleza, e também altamente ameaçado pela especulação imobiliária, porém, resiste!
São as dunas, marca registrada de Cabo Frio e Arraial do Cabo.
As dunas se formam em conseqüência da deposição de areias pela ação do vento. Cada formação de duna é correspondente às características geográficas de cada lugar. Sua formação pode depender da força e direção dos ventos, das correntes marinhas, da localização da área atingida como também de fatores relacionados à ocupação humana, quando se provoca um desmate, por exemplo.
A ocupação desordenada tanto da restinga como das dunas pode provocar uma perda irreparável de uma relíquia arqueológica inestimável, os sambaquis.
O litoral brasileiro foi ocupado por grupos humanos (indígenas) desde cerca de 6000 anos AC. (antes de Cristo). Grupos sucessivos percorreram a costa brasileira fixando-se temporariamente à beira – mar até a época do Descobrimento. Concentravam-se de preferência em áreas com recursos naturais abundantes. Pescavam, coletavam mariscos e vegetais e também caçavam. Os sambaquis – tambá (concha) e ki (depósito) em tupi-guarani – são a prova concreta da passagem desses grupos de pescadores, coletores e caçadores pela região, principalmente na Restinga de Massambaba, que liga Arraial do Cabo a Saquarema.
Os sambaquis são pequenas elevações formadas por tudo aquilo que indique evidência da ação do homem. São restos alimentares animais (carapaça de moluscos, pinças de crustáceos, ossos de animais) e vegetais (sementes). Esqueletos humanos, utensílios de pedra, ossos, conchas e cerâmica além de restos de fogueiras também são componentes dos sambaquis.
A partir destes restos materiais podemos reconstituir como viviam estas sociedades primitivas já desaparecidas. Os estudos desses sambaquis são interdisciplinares envolvendo desde arqueólogos até zoólogos.
Estes estudos objetivam responder à seguinte questão. Como viviam estes povos e como era o ambiente pré-histórico?
Entendendo o nosso passado talvez possamos encontrar algumas chaves para o nosso futuro.
No caso dos sambaquis a questão da preservação é mais dramática. Um monumento arquitetónico pode ser reconstituído, recuperado, já um sambaqui não, sua perda é irreparável!
Projetos de pesquisa e preservação são desenvolvidos pelo Museu Nacional – Universidade Federal do Rio de Janeiro – nos sambaquis da Restinga de Massambaba.

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Arraial do Cabo das águas claras, frias e pesquisadas!

admin | 29 de fevereiro de 2008

Arraial do Cabo
Tem as águas mais claras e também as mais geladas do litoral brasileiro. Diferente do charme de Búzios e do agito de Cabo Frio conserva um ar de cidade interiorana bem propícia à instalação de um centro de pesquisas sobre o mar como é o caso do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Nogueira. A Chefa do Departamento de Oceanografia, Dra. Eliane Gonzales Rodrigues nos falou de todo o empenho da Marinha em transformar aquele Instituto num dos maiores centros de pesquisa sobre o mar do Brasil e de suas quase três décadas de dedicação aos estudos do mar. Mostrou como a pesquisa é muitas vezes ignorada pela mídia em favor das coisas digamos assim, mais “quentes”, como as catastróficas conseqüências do aquecimento global. Uma das paisagens mais belas do litoral brasileiro, a caminhada de Saquarema a Arraial do Cabo está hoje seriamente comprometida. No interior da restinga, as raras salinas estão cedendo lugar para os loteamentos que pouco a pouco vão chegando, chegando, e tomando conta de tudo…

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Búzios de Bardot e da mariola…

admin | 27 de fevereiro de 2008

Búzios

Já a sempre bela e badalada Búzios também teve um crescimento muito acentuado nestes últimos dez anos e algumas medidas tiveram de ser tomadas como a contenção de obras nos morros e áreas de encosta. As chuvas fizeram com que ao invés das belas praias nos voltássemos mais para as pessoas e suas histórias.

Sérgio, Neli e Alexandre

O Alexandre, que hoje mora na França, surfista e fazedor de prancha, nos falou de como é interessante pensar no mar do Brasil longe dele e comentou que praias como Arpoador, Ipanema e Leblon, lá no Rio, já não tem a mesma ondulação de tempos atrás. Já a Neli da Pousada Calmaria, nativa de Búzios, mais precisamente da praia de Manguinhos, nos contou da sua infância, dos quintais cheios de pitangueiras e dos tempos sem água e sem luz onde os milionários terrenos de hoje na época eram quase que de usufruto comunitário. As melhores passagens ficaram com as lembranças de Brigitte Bardot, ainda no início dos anos 60, quando Búzios era apenas uma vila de pescadores e a diva, uma das mulheres mais bonitas da época, ia, descalça, comprar mariola na venda do tio de Neli…

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Macaé e um recado para Anchieta!

admin | 25 de fevereiro de 2008

Macaé

A chegada ao Rio foi precedida de fortes chuvas e elas iriam nos acompanhar por um longo tempo. Ainda pensando na situação do que poderá acontecer a Anchieta-ES passamos por Atafona em Campos e Macaé; a primeira praticamente destruída pela erosão (vide Conceição da Barra) e a segunda sofrendo uma série de problemas com o boom do petróleo. A exploração do petróleo na Bacia de Campos mais do que degradou a cidade ambientalmente. Transformou-a num pólo atrativo tanto para os prestadores de serviços como também para um grande número de pessoas desqualificadas profissionalmente que vieram do próprio Grande Rio como também de municípios vizinhos e até de outros estados. Aliando-se a isto um histórico de más administrações municipais o resultado foi favelização e tudo de negativo que esta traz.

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Itaoca: verão chegando…

admin | 20 de fevereiro de 2008

Itaoca

Uma cena que poderia ser vista em qualquer lugar do litoral do Brasil. Pescadores de formação, gente que foi forjada no mar, ali, pintando e consertando barraquinhas onde irão vender peixe (não pescados por eles) frito e cerveja para complementar a renda. Fica sempre a ansiedade de que este verão, que vai ser “curto”, trará a renda suficiente para sustentar estas famílias por alguns poucos meses…

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Anchieta: do Bar do Sabag à Bao Steel…

admin | 19 de fevereiro de 2008

A bucólica cidade do litoral sul do Espírito Santo que sempre foi conhecida pelas praias por onde o padre Anchieta caminhava é hoje um dos pontos de discussão mais quentes do litoral brasileiro e que com certeza vai gerar ainda muita polêmica. Ali, através de uma parceria que envolve governo e iniciativa privada, vai ser instalado um complexo siderúrgico que promete modificar não só o meio ambiente, como às vezes alguns ambientalistas insistem, mas com a cabeça e a vida, com o modo de viver das pessoas. Estivemos com Amarildo Calenzani, Superintendente da Prefeitura que gentilmente nos recebeu no lugar do prefeito Edival Petri que com razão não pára mais na cidade. Viaja pesquisando, vendo e estudando casos do que aconteceu com outras cidades que tiveram projetos semelhantes ao que vai ser implantado em Anchieta. A grande verdade é que a população de Anchieta ainda não dimensionou, não tem a menor idéia do que vai acontecer com a instalação do complexo siderúrgico. Desenvolvimento sustentado à parte fica uma certeza; as tardes calmas e mornas, na pracinha em frente ao Bar do Sabag por onde o Padre um dia caminhou, jamais serão as mesmas…

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